Mousse de Oreo – leve, leve leve!

Se há coisa que me tira do sério – no mundo das sobremesas, calma! – , é chamarem mousse a uns cremes pesados feitos com natas e de textura aborrecida. E, de facto, a receita base desta mousse de Oreo era uma dessas pastas densas que deixam qualquer um enjoado num estalar de dedos. Como sou teimosa, decidi adaptar quantidades e acrescentar umas coisinhas de modo a conferir a esta sobremesa uma leveza divinal.

Ingredientes (para uma dose industrial):
– 2 pacotes de natas frescas
– 2 + 1/2 pacotes de bolachas Oreo (dos de tubinho, não dos pacotes pequenos)
– 1 lata de leite condensado (não a uso toda, deixo cerca de 3 colheres de sobremesa)
– 3 claras
– 2 colheres de sopa rasas de açúcar
– 2 folhas de gelatina

Procedimento:

  • Bater as claras em castelo com o açúcar e reservar no frigorífico;
  • Demolhar as folhas de gelatina;
  • Reservar cerca de 3 colheres de sopa das natas e bater o restante até ficar firme;
  • Envolver delicadamente o leite condensado nas natas;
  • Triturar os dois pacotes bolachas, inteiras, reservando a metade do pacote para colocar no topo, no final;
  • Envolver delicadamente as bolachas na mistura das natas;
  • Retirar as folhas de gelatina da água, remover o excesso de humidade e derreter ao lume com as natas reservadas, sem ferver;
  • Temperar a gelatina com uma porção pequena da mistura de natas com bolacha e envolver nesse mesmo preparado;
  • Envolver delicadamente as claras em castelo na mistura principal;
  • Distribuir por taças, cobrir com a restante bolacha triturada e levar ao frio durante, pelo menos, oito horas.
  • Dica: Utilizei claras que tinha congeladas do Natal. Claras que foram congeladas tendem a ter menos água. Ao deixar as claras de um dia para o outro no frigorífico, elas também perdem humidade e ficam mais firmes quando batidas. No final, a mistura fica mais airada e fofa.