É comum sentirmo-nos assoberbados aquando da procura por produtos cosméticos mais seguros e adequados aos nossos objetivos. As grandes marcas, por questões de marketing, costumam salientar os produtos que lhes são interessantes publicitar – e que habitualmente existem em quantidades mínimas, não tendo um impacto significativo quando usadas – ocultando os monstros que não lhes é conveniente divulgar.
Os produtos cosméticos, no seu rótulo, para além da marca, dos benefícios do produto e de algumas informações adicionais, apresentam ainda o INCI, isto é, o “International nomenclature of cosmetic ingredients”, um sistema internacional para designação dos ingredientes, baseada na sua terminologia científica. A ordem pela qual surgem estes ingredientes é decrescente: do que apresenta maior quantidade, para o que existe em menos quantidade. Os produtos cuja concentração for inferior a 1% do total da formulação podem surgir de forma aleatória, no final da lista.
Ao ler o Desperdício Zero, da Bea Johnson, damos de caras com a lista dos “Doze Mais Tóxicos, de acordo com a David Suzuki Foundation (https://davidsuzuki.org/), isto é, os principais químicos a evitar, que são:
- Butil-hidroxianisol (BHA) e butil-hidroxitolueno (BHT)
- Corantes derivados do alcatrão hulha
- Ingredientes relacionados com a dietanolamina (DEA)
- Ftalato de dibutilo
- Conservantes que libertam formaldeído
- Parabenos
- Perfumes (fragrâncias)
- Compostos de polietilenoglicol
- Petrolato
- Soloxanos
- Lauril éter sulfato de sódio (SLS)
- Triclosano
Apesar de sentir curiosidade em relação à constituição dos produtos que decido incluir na minha rotina, não tenho qualquer formação ou autoridade face ao tópico. Contudo, e porque gosto de me informar, indico-vos algumas páginas que vos podem ser úteis para descodificar as listas de ingredientes dos vossos produtos:
- A EWG’s Skin Deep (http://www.ewg.org/skindeep/) trata-se de uma base de dados que informa se há alguma questão associada ao ingrediente, como a sua toxicidade, irritação ou possibilidade de contaminação.
- O site Paula’s Choise www.paulaschoice.com/ingredient-dictionary consiste num simples dicionário que indica a função dos ingredientes num produto.
- A app The Chemical Maze (Android e iOS) é a opção on the go para procurar as funções e perigos dos ingredientes. Tem o inconveniente de ser paga.
- Para terminar, o livro Toxic Beauty: The hidden chemicals in cosmetics and how they can harm us, de Dawn Mellowship, foca-se, sobretudo, nos ingredientes perigosos com os quais nos podemos deparar nas formulações cosméticas.
Eu sei, eu sei. Os recursos estão em Inglês e não os torna acessíveis a todos. O mais importante é ter o espírito crítico que nos faça, numa primeira instância, questionar aquilo que queremos utilizar no nosso dia a dia para que possamos, posteriormente, tomar uma decisão mais consciente e informada.
Fonte:
How to read a cosmetic label in https://www.schoolofnaturalskincare.com/how-to-read-a-cosmetic-label/


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