É comum sentirmo-nos assoberbados aquando da procura por produtos cosméticos mais seguros e adequados aos nossos objetivos. As grandes marcas, por questões de marketing, costumam salientar os produtos que lhes são interessantes publicitar – e que habitualmente existem em quantidades mínimas, não tendo um impacto significativo quando usadas – ocultando os monstros que não lhes é conveniente divulgar.

Os produtos cosméticos, no seu rótulo, para além da marca, dos benefícios do produto e de algumas informações adicionais, apresentam ainda o INCI, isto é, o “International nomenclature of cosmetic ingredients”, um sistema internacional para designação dos ingredientes, baseada na sua terminologia científica. A ordem pela qual surgem estes ingredientes é decrescente: do que apresenta maior quantidade, para o que existe em menos quantidade. Os produtos cuja concentração for inferior a 1% do total da formulação podem surgir de forma aleatória, no final da lista.

Ao ler o Desperdício Zero, da Bea Johnson, damos de caras com a lista dos “Doze Mais Tóxicos, de acordo com a David Suzuki Foundation (https://davidsuzuki.org/), isto é, os principais químicos a evitar, que são:

  1. Butil-hidroxianisol (BHA) e butil-hidroxitolueno (BHT)
  2. Corantes derivados do alcatrão hulha
  3. Ingredientes relacionados com a dietanolamina (DEA)
  4. Ftalato de dibutilo
  5. Conservantes que libertam formaldeído
  6. Parabenos
  7. Perfumes (fragrâncias)
  8. Compostos de polietilenoglicol
  9. Petrolato
  10. Soloxanos
  11. Lauril éter sulfato de sódio (SLS)
  12. Triclosano

Apesar de sentir curiosidade em relação à constituição dos produtos que decido incluir na minha rotina, não tenho qualquer formação ou autoridade face ao tópico. Contudo, e porque gosto de me informar, indico-vos algumas páginas que vos podem ser úteis para descodificar as listas de ingredientes dos vossos produtos:

  1. A EWG’s Skin Deep (http://www.ewg.org/skindeep/) trata-se de uma base de dados que informa se há alguma questão associada ao ingrediente, como a sua toxicidade, irritação ou possibilidade de contaminação.
  1. O site Paula’s Choise www.paulaschoice.com/ingredient-dictionary consiste num simples dicionário que indica a função dos ingredientes num produto.
  1. A app The Chemical Maze (Android  e iOS) é a opção on the go para procurar as funções e perigos dos ingredientes. Tem o inconveniente de ser paga.
  1. Para terminar, o livro Toxic Beauty: The hidden chemicals in cosmetics and how they can harm us, de Dawn Mellowship, foca-se, sobretudo, nos ingredientes perigosos com os quais nos podemos deparar nas formulações cosméticas.

Eu sei, eu sei. Os recursos estão em Inglês e não os torna acessíveis a todos. O mais importante é ter o espírito crítico que nos faça, numa primeira instância, questionar aquilo que queremos utilizar no nosso dia a dia para que possamos, posteriormente, tomar uma decisão mais consciente e informada.

 

Fonte:

How to read a cosmetic label in https://www.schoolofnaturalskincare.com/how-to-read-a-cosmetic-label/