ZooPlus – Compras online

Como muitas das coisas que acabamos por encontrar na internet, tudo começou com um problema: a Jade, o pequeno demónio destruidor de brinquedos, tinha mandado um novo osso para o cemitério dos entretenimentos caninos. Este já era o quarto, e eu comecei a perder a esperança (e um pouco da paciência, vá) no que respeita ao assunto. Eu sabia que os Kong Extreme provavelmente seriam o ideal, mas os artigos desta marca têm sempre um preço absurdo, e eu não estava disposta a dar outra vez mais de 10€ por um osso, para que tivesse o mesmo fim que os demais. Eu não sou propriamente uma pessoa forreta, mas torna-se difícil investir em algo que as dentuças da menina destruiriam em menos de 5 minutos. Decidi, então, pesquisar por opções online com o objetivo de adquirir um mítico Kong, mas evitando o sequestro da minha conta bancária.

Dei de caras com o site ZooPlus.pt, que rapidamente me apercebi não ser português. A empresa é alemã, de Munique. Como não tinha qualquer ideia da existência da loja, a compra foi um bocadinho “vai na fé” e logo se vê. Uma coisa que me agradou bastante, apesar de apenas conviver com uma gata e uma cadela, foi o site ter produtos para uma grande amplitude de animais. A página apresenta muitas ferramentas úteis, como o preço por kg dos artigos, uma lista detalhada dos ingredientes de cada produto , reviews, avaliações e fotos dos compradores, produtos apropriados para dietas especiais, artigos ecológicos e amigos do ambiente, entre outros.

A entrega foi muito rápida, sendo os portes grátis para compras acima de 49€ e com um peso inferior a 31kg (a minha primeira encomenda tinha 31.200kg e não cobraram valor extra). O site permite ainda criar um “My Pet Profile”, sob o qual se pode fazer uma wishlist de produtos, para os quais se recebe promoções e ofertas especiais. Existe ainda um sistema de pontos, que se acumulam a cada compra, e que podem ser trocados por prémios, que vão desde doações para animais que precisem, a artigos utilitários, brinquedos ou snacks.

Acabei por comprar imensas coisas, desde o objetivo principal – o osso Kong Extreme (por 7,99€), que ainda sobrevive – sacos de areia para gato de 14kg, uma trela anti-puxões, snacks e ossinhos para as miúdas, … Uma pessoa não se pode pôr às compras que acaba sempre por se entusiasmar, mesmo que os beneficiários sejam terceiros. Entretanto já tive a necessidade de fazer uma segunda encomenda, em que um dos artigos não foi incluido na caixa. Após ter contactado o apoio ao cliente, a ZooPlus prontamente devolveu o valor do artigo em falta. Não é bom esta transparência por parte de uma empresa? A mim dá sempre uma confiança extra e convencem-me enquanto cliente.

Se ficaram entusiasmados com esta lojinha, ao utilizar o nosso link, recebem um desconto de boas vindas de 5% (https://www.zooplus.pt/invitations/hashtagdondoca)

Mousse de Oreo – leve, leve leve!

Se há coisa que me tira do sério – no mundo das sobremesas, calma! – , é chamarem mousse a uns cremes pesados feitos com natas e de textura aborrecida. E, de facto, a receita base desta mousse de Oreo era uma dessas pastas densas que deixam qualquer um enjoado num estalar de dedos. Como sou teimosa, decidi adaptar quantidades e acrescentar umas coisinhas de modo a conferir a esta sobremesa uma leveza divinal.

Ingredientes (para uma dose industrial):
– 2 pacotes de natas frescas
– 2 + 1/2 pacotes de bolachas Oreo (dos de tubinho, não dos pacotes pequenos)
– 1 lata de leite condensado (não a uso toda, deixo cerca de 3 colheres de sobremesa)
– 3 claras
– 2 colheres de sopa rasas de açúcar
– 2 folhas de gelatina

Procedimento:

  • Bater as claras em castelo com o açúcar e reservar no frigorífico;
  • Demolhar as folhas de gelatina;
  • Reservar cerca de 3 colheres de sopa das natas e bater o restante até ficar firme;
  • Envolver delicadamente o leite condensado nas natas;
  • Triturar os dois pacotes bolachas, inteiras, reservando a metade do pacote para colocar no topo, no final;
  • Envolver delicadamente as bolachas na mistura das natas;
  • Retirar as folhas de gelatina da água, remover o excesso de humidade e derreter ao lume com as natas reservadas, sem ferver;
  • Temperar a gelatina com uma porção pequena da mistura de natas com bolacha e envolver nesse mesmo preparado;
  • Envolver delicadamente as claras em castelo na mistura principal;
  • Distribuir por taças, cobrir com a restante bolacha triturada e levar ao frio durante, pelo menos, oito horas.
  • Dica: Utilizei claras que tinha congeladas do Natal. Claras que foram congeladas tendem a ter menos água. Ao deixar as claras de um dia para o outro no frigorífico, elas também perdem humidade e ficam mais firmes quando batidas. No final, a mistura fica mais airada e fofa.

    Isn’t It Romantic”– Uma comédia romântica sobre comédias românticas?

    Estava eu aborrecida, na passada segunda-feira, quando me lembrei de ver o “Isn’t It Romantic”, um filme da Netflix que saiu em vésperas do dia dos namorados. Acho um piadão à Rebel Wilson, e, apesar de saber perfeitamente que o filme não ia ser uma obra-prima (a pontuação de 6.0 no IMDB diz-nos sempre alguma coisa), o que eu queria mesmo era algo leve. Mas logo de seguida pus-me a rever o Kill Bill, numa de equilibrar as coisas.

    Não há muito a adiantar acerca da trama do filme: uma miúda rechonchuda e com baixa auto estima cresce a odiar comédias românticas, até que bate com a cabeça e a sua vida se converte… numa comédia romântica. Natalie rapidamente se apercebe que aquilo se trata de uma “lição” para que ela aprenda algo. Primeiro julga que o objetivo será fazer com que o príncipe encantado se apaixona por ela, depois apercebe-se que é ela quem se tem que apaixonar, mas falha o alvo… Apercebe-se que sempre ignorou os sinais de uma possível relação com o melhor amigo e, no final, reconhece que a única pessoa pela qual se tinha verdadeiramente que apaixonar era ela própria. E aqui reside a essência do filme, a meu ver.

    Não, não é um filme maravilhoso. Não, não tem um argumento fantástico. Muito menos uma fotografia estonteante e uma banda sonora de cortar a respiração. Mas também não era nada disso que eu precisava numa segunda-feira à noite, enquanto estava enroscada numa mantinha e massacrada da sessão de fisioterapia que me tinha deixado de rastos para as 24 horas seguintes. Ainda assim, deixou-me cativada e com vontade de o ver até ao final. O humor está dirigido de forma a roçar todos os clichés possíveis das comédias românticas, o que, apesar de ser muito meta, se torna inteligente, na medida em que a autocrítica é bastante eficaz. Os lugares comuns escolhidos para explorar não podiam ser melhores, e a personagem da Rebel Wilson é do mais sagaz e relatable que pode haver, o que me deu um certo conforto. No fundo, ver este filme não se converteu numa perda de tempo.

    A mensagem que o filme transmite é o seu grande ponto-chave. Não nos diz nada que não saibamos e é do mais evidente que pode haver, mas há dias em que precisamos de isso mesmo. Neste caso em concreto, de levar um abanão para que reconheçamos o nosso valor, como somos importantes e, acima de tudo, que devemos ser o nosso primeiro grande amor. Nesta constante urgência social de sermos alguém, muitas vezes acabamos por nos perder – o que é perfeitamente normal -, mas também é preciso parar para voltarmos a encontrar o foco e a reconciliar-nos connosco próprios.

    Talvez a fase da vida por que estou a passar me tenha levado a interpretar esta mensagem bastante mais a peito do que seria espectável. Por questões de saúde, tenho passado a grande parte dos últimos dois meses na minha própria companhia e fico muito, muito feliz por reconhecer que já tenho maturidade para apreciar a minha própria companhia, com os meus pensamentos, com as minhas ideias e que, apesar de não estar 100% satisfeita com quem sou de momento (a insatisfação é necessária, uma vez que é a principal alavanca para a nossa evolução pessoal), sinto-me feliz por tudo aquilo que alcancei e pelo que sou.

    Só para terminar em sintonia com a onda de clichés do filme: há coisas na vida que parecem que passam por nós na altura certa!

    [Um aparte, a Rebel Wilson é um mulherão! Bonita, jeitosa, com piada, canta, dança … ai ai… invejas daquelas boas, é o que é!]

    “After Life”– Sobre a importância de aprender a lidar com a morte

    Ricky Gervais presenteia-nos uma vez mais com a sua genialidade em “After Life”, uma nova série da Netflix, escrita e realizada pelo próprio, que estreou no passado dia 8 de março.

    A série conta a história de Tony, um jornalista que acabou de perder o amor da sua vida. Depois de 25 anos de vida em comum, um cancro pôs fim à vida de Lisa, e mesmo antes de morrer, para garantir a sobrevivência do cônjuge, fez-lhe um guia em vídeo para que ele aprendesse o básico para sobreviver no dia-a-dia. Entre as peripécias da série, podemos contar com as constantes idiotices irrefletidas de Tony, frequentemente travadas pela sua cadela, um cunhado preocupado e que o tenta animar, as visitas diárias ao lar de idosos onde está internado o seu pai, o psicólogo descompensado que não ajuda em nada, entre outros.

    No fundo, a trama centra-se no doloroso processo de autoconhecimento, aprendizagem e reconstrução de Tony, que aparenta recusar-se a lidar com a dor da morte, uma situação que faz parte da vida! A qualquer altura da nossa existência passaremos, decerto, por perdas e a recuperação da ausência de alguém nunca é linear ou previsível. A história oferece-nos ainda diversas perspetivas sobre como lidar com a perda, bem como acerca de outras questões, abordadas de forma mais superficial, como o bullying, o consumo de drogas ou a prostituição.

    Cruzei-me com o Ricky Gervais em “Extras” e “The Office”, séries que via religiosamente em miúda na Britcom, da RTP2. Quem conhece o seu trabalho sabe da sua forma muito peculiar e única de abordar questões corriqueiras, por isso não fiquem à espera de um humor evidente e fácil, para encantar as massas. Contem mais com uma abordagem sagaz, inteligente e irónica da vida, que certamente vos fará refletir acerca do vosso quotidiano.

    Trata-se de uma série bastante bonita e fácil de se ver, com a qual podemos aprender umas quantas coisas. Há alturas em que a vida parece não ter rumo e nos sentimos perdidos, mas como diz o Tony, algures no último episódio, “You can’t change the world, but you can change yourself.”.

    The Brush Tools – Ferramentas de maquilhagem verdadeiramente úteis

    A The Brush Tools é uma empresa que produz acessórios de maquilhagem, disponibilizando uma ampla gama de produtos que facilitam bastante a vida de quem gosta deste universo. Eu não sou expert em maquilhagem, sou mais do tipo forreta, funcional e “deixa ver se não pareço que fui desenterrada ontem”, do que entendida e a saber o que realmente estou a fazer, no entanto, tenho muita curiosidade acerca do assunto e vou tentando fazer umas coisas.

    Como via a minha coleção de pincéis a aumentar, e sem conveniente forma de arrumação, decidi comprar o estojo de viagem da The Brush Tools e, para aproveitar uma promoção, acabei por comprar também a luva desmaquilhante. Só mais tarde veio o color changer.

    Estojo de pincéis
    Aquando da decisão de qual o tamanho a comprar, acabei por optar pelo maior, não vá um dia destes perder a cabeça e comprar um arsenal em peso de pincéis para tudo e mais alguma coisa. Ainda assim, dei por mim de fita métrica na mão a medir objetos cilíndricos para compreender a capacidade real do estojo. Está disponível em duas opções: um mais pequeno, de 6cm de diâmetro e outro maior, de 7,62 cm de diâmetro. Trata-se de um objecto cilíndrico, pensado para transportar pincéis em situações de viagem, mas eu uso-o para os acomodar em casa. É translúcido e apresenta cinco níveis de altura, para ajustar de acordo com o comprimento dos pincéis. É prático e impede que os pincéis estejam expostos.


    Luva desmaquilhante
    A textura não é super macia, mas não magoa ao passar na pele, e eu tenho a pele bastante sensível e irritável. Habitualmente limito-me a humedecer a luva com água morna e a passar na cara, mas também pode ser utilizada com desmaquilhante ou qualquer outro produto de limpeza. É facilmente lavável com água (eu uso sempre água morna e um sabão neutro) e é muito eficaz na remoção da maquilhagem. No fundo trata-se de uma excelente alternativa, renovável e ecológica, às toalhitas ou aos discos desmaquilhantes descartáveis. O grande senão é a secagem após uso. Como o suposto é utilizá-la diariamente, ela nunca seca totalmente, e muitas vezes acabo mesmo por me esquecer que a tenho e recorro a um disco desmaquilhante para tratar do assunto. Mas este último ponto é inteiramente culpa da minha azelhice.


    Color changer
    Este foi o último produto desta marca que adquiri. Consiste numa latinha com uma esponja preta no interior, na qual podemos friccionar os pincéis de maquilhagem com pó para mudar a cor que precisamos utilizar no nosso look. A esponja é facilmente removível da lata e pode ser lavada as vezes que forem necessárias. Também existe uma outra opção adequada para maquilhagem em creme.

    Já conheciam esta marca? Confesso que estes três artigos se tornaram uma mais-valia para mim e me facilitaram um pouco as minhas rotinas de maquilhagem… e desmaquilhagem. Para quem é mais experiente na área e necessita de acessórios mais específicos que apoiem uma prática mais cómoda da maquilhagem, certamente encontrarão a solução com a The Brush Tools.

    Gaming em cor-de-rosa – Razer Huntsman – The Opto-Mechanical Switch Keyboard in Quartz Pink

    A Razer decidiu alargar a sua gama de produtos de gaming no delicado tom Rosa Quartzo. Atualmente podemos encontrar neste tom rato, tapete, teclado, auscultadores, comando para PS4, … A lista é longa. A nós, coube-nos o privilégio de testar o Huntsman Opto-Mechanical Switch Keyboard. Mas antes de avançarmos para a análise, sinto-me na necessidade partilhar uma história convosco.

    Corria o ano de 2010, e eu era uma inocente estudante do segundo ano da faculdade. O meu pobre portátil já há muito que dava sinais de desgaste, tendo o touchpad há muito deixado de funcionar. Portanto, para o seu desempenho elementar, eu fazia-me acompanhar sempre de um rato que havia comprado numa loja qualquer por meia dúzia de trocos. Eis quando, a meio da redação de um trabalho, acontece a catástrofe: o teclado, a par do colega, decide pôr fim à sua humilde existência. Pois é… Se tivesse um teclado extra, bem que não teria tido a necessidade de fazer parte do trabalho com… a opção de teclado no ecrã. Já no limite no pânico, acabei por comprar um computador novo na semana seguinte, não fosse mais qualquer coisa decidir abortar missão.

    Voltando ao assundo. O sistema Opto-Mechanical do Hutsman funciona através da luz, o que dispensa o contacto mecânico metálico, resultando numa maior estabilidade das teclas e maior conforto na sua utilização. O teclado é barulhento. Muito barulhento. Máquina de escrever constipada barulhento. A mim não faz qualquer confusão, mas não esperem conseguir passar despercebidos ao usá-lo. Apresenta três níveis de altura para ajustar de acordo com as necessidades, no entanto, não consegui utilizar o mais alto por se tornar desconfortável para mim. Acertei muitas vezes por acidente nas teclas numéricas, que são mais altas que as restantes.

    Para utilização como teclado comum, obriga a uma certa adaptação. Não é a opção mais convencional, e confesso que andei um pouco perdida com algumas das teclas porque a sinalização gráfica não coincide com a função dos caracteres. E encontrar o acento circunflexo/til aqui no meio? E o ponto de interrogação? Agora pensem no dilema que foi escrever estas últimas duas frases! Como tudo, trata-se de um processo de adaptação, isto porque a posição das teclas referidas – e outras tantas – coincide com a configuração habitual de qualquer outro teclado português, por isso, este “caçador” da Razer pode muito bem assumir funções como teclado de serviço para todas as situações.

    A maior desvantagem? Talvez o preço. Apesar de ser um teclado bonito e com uma posição estética bem definida, não é a opção mais barata para o comum mortal, no entanto, não difere muito dos preços praticados habitualmente pela marca. Ainda assim, é, com toda a certeza, a solução ideal para devotos do cor-de-rosa.