Alkanatur – Guia de utilização

Conhecido o conceito, fica a faltar conhecer a Alkanatur Drops, a jarra que nos veio fazer companhia cá para casa desde que a conhecemos, na Health 4 Beauty. Para além de ficarem a conhecer o quão tosca sou a seguir instruções, também ficam a saber quais os componentes e como montar o kit que vos permitirá beber uma água com pouco impacto no ambiente e grande efeito para a saúde!

Site da Alkanatur – https://alkanatur.pt/

Alkanatur – Um jarro para a vida toda

Garrafões e mais garrafões de água todas as semanas cá por casa: era o cenário que nos acompanhava até termos decidido optar por uma jarra de filtragem. Aquando da compra – um pouco por impulso, confesso – não analisei as diversas opções do mercado, e estava longe de saber que a minha escolha não era a mais indicada por uma panóplia alargada de razões.

Ter-me cruzado com a Alkanatur na Health 4 Beauty foi um dos mais felizes acasos dos últimos tempos. Captei a atenção do Juan Carlos Novo por lhe responder à sua interpelação em Espanhol e daí surgiu uma agradável conversa de cerca de uma hora, em que me comprovou, cientificamente, um par de coisas bem interessantes em relação aos comuns hábitos de consumo de água, comparativamente com os benefícios da sua jarra.

O conceito é bem simples: filtrar água com o mínimo de impacto ambiental possível, livre de componentes nocivos para o organismo e com o bónus de alcalinizar a água. O filtro dura imenso tempo e podemos considerá-lo expirado a partir do momento em que o pH da água deixa de ser alcalino.

A melhor forma de conhecerem a Alkanatur é precisamente através do seu CEO, por isso, deixo-vos com esta curta reportagem, na esperança de vos incentivar a dar mais um passo na direção da mudança.

Site da Alkanatur – https://alkanatur.pt/

Me Luna – O copo menstrual à medida de todas

Há já alguns anos que tive vontade de abandonar os tampões e os pensos higiénicos em busca de uma solução mais sustentável, saudável e económica. Sabendo eu da existência de soluções mais inteligentes no mercado, seria uma palermice insistir em algo que sei que gera imenso desperdício e que pode provocar complicações de saúde.

Com isto em vista, comprei um copo menstrual  Silver Care com as características que melhor se adaptavam ao meu corpo e… acabei por nunca o conseguir usar. O copo era muito grande, não abria após a inserção e o rebordo ficou danificado só por ter sido dobrado.

Sabendo que o ponto que falhara se devia à escolha da marca, quando tive conhecimento que a Me Luna iria marcar presença na Health 4 Beauty, não hesitei em me dirigir ao stand mal o localizei. Já conhecia a marca pelo que tinha lido online e atraiu-me particularmente pela versatilidade. Falei com a queridíssima Isabel Girão que confirmou a minha suspeita em relação ao copo anterior: era demasiado grande e com uma dureza inadequada aos meus músculos pélvicos, uma vez que pratico exercício físico regularmente. Comprei um Me Luna tamanho M, sporty, isto é, mais rígido, e com pega em bola.

Relativamente à utilização, em nada se compara com a aterradora primeira experiência com o copo anterior, ainda assim, não foi tão fácil quanto eu havia idealizado.

Copo esterilizado em água a ferver durante alguns minutos e toca a tentar usá-lo. E não é que ele também não abria no lugar? E não acertava com o colo do útero, era sempre ao lado! Três tentativas depois – e um ligeiro sangramento que me assustou – decidi não insistir e tentar mais tarde. Fui ao site do Me Luna, li umas quantas FAQ’s e decidi tentar com uma dobragem nova, em “7”. Posição confortável, copo dobrado e tcharaaaam! Magia! Abriu no sítio e ficou direitinho no lugar. Ainda assim, na vez seguinte em que o tirei para higienizar tive dificuldades em inseri-lo novamente. Mas à terceira ou quarta tentativa o processo já se havia tornado mais intuitivo… Lá acertei com a posição se inserção, colo do útero encaixadinho no lugar e copo a abrir sem grandes dificuldades. Isto dito assim até parece que foi simples, mas nem imaginam o drama, que nem novela mexicana, que se desenrolou nesta cabecinha meia em pânico.

Foi fácil? Não, nadinha. Mesmo, mesmo nada. Valeu a pena. Valeu, e vale sempre a pena quando é para bem da nossa saúde e para salvaguarda do ambiente.

Sente Senas Naturais – A caminho de uma vida mais ecológica e sustentável

Nesta publicação de fevereiro (https://hashtagdondoca.com/ecotools-pinceis-amorosos-e-amigos-do-ambiente/) expressei já um pouco da minha vontade de assumir um estilo de vida mais sustentável e ecológico, bem como dos meus problemas de comodismo que há muito se vêm a arrastar. No início de março, após um golpe de “vamos lá fazer isto” decidi concretizar uma encomenda de produtos do dia-a-dia que tenho andado a adiar sem motivo lógico.

Acompanho a página Sente Senas Naturais no Instagram há muito tempo, e nem sei bem como acabei por ir lá parar em primeiro lugar. Apenas sei que as coisas que a Joana – dona da página e bruxinha do bem – publica me inspiram pela sua boa energia e pela consciência ambiental. Já tinha vasculhado no site inúmeras vezes, construído carrinhos de compras, mas o que me fez, desta vez, avançar definitivamente para uma encomenda foi a disponibilidade de um dos artigos que adquiri. Depois de ter tirado umas quantas dúvidas, este foi o resultado da minha primeira grande compra a caminho de uma vida mais ecológica e sustentável:

Pit Stop
O desodorizante foi o primeiro artigo que experimentei. Eu sou do tipo de pessoas que entra em pânico se está na rua e se apercebe que não colocou desodorizante, por isso, já devem imaginar o quão necessário era esta mudança no meu dia-a-dia. Os primeiros dois dias de utilização foram estranhíssimos, não pelo uso em si, mas pelo modo como a minha pele reagiu à mudança: no lugar de duas axilas, passei a ter um par de torneiras que jorravam líquido a toda a hora. Felizmente esta adaptação do corpo ao novo desodorizante foi rápido, e nos dias seguintes a única coisa que senti (e ainda bem!) foi conforto. O cheirinho é maravilhoso e, como se trata de um produto tão efetivo, basta uma quantidade mínima para aguentar o dia todo.

BFF
Comprei este bálsamo regenerador com o propósito de disfarçar uma cicatriz e, de facto, ficou menos evidente. O odor a plantas é bastante forte, sendo que das primeiras utilizações cheguei mesmo a sentir tonturas após a sua aplicação. Também já o apliquei em queimaduras e em todos os usos que lhe dei, atenua a sensação de repuxamento da pele, acalma a dor/ardor e acelera e cicatrização.

Morning Glory e Namasté
Coloquei estes dois artigos no mesmo apartado porque os utilizo em conjunto.

O sérum Morning Glory é maravilhoso! Tem uma textura muito reconfortante e hidratante e um cheirinho mágico. Sinto que fez bastante pela minha pele, que estava um pouco mal tratada pelo frio e por outras agressões externas. O creme de dia Namasté, para peles oleosas, tem uma textura leve e confortável, ajudando a minimizar a secura nos sítios certos, sem adicionar oleosidade à pele. No entanto, para que não fique com sensação oleosa ao longo do dia, tenho que trabalhar bem os dois produtos na pele, de forma a que seja quase tudo absorvido. Estes dois produtos aceitam muito bem maquilhagem, aguentando tanto tempo como qualquer outro creme.

Shiva
O champô Shiva para cabelos oleosos foi o último dos artigos que testei, e isto deveu-se ao facto de eu ainda ter uns quantos champôs a uso. Se o meu propósito é minimizar o meu impacto ecológico no ambiente, não iria descartar produtos em bom estado e capazes de fazer o seu propósito. No fundo, só adiaria um pouco os benefícios para o meu cabelo. Não sei por que razão, achava eu que o champô não iria produzir qualquer espuma – desenganem-se! Faz tanta espuma como um champô comum e, para além disso, dura muito mais tempo por ser em barra, o que evita desperdício de produto. O meu cabelo reagiu muito bem à mudança: Após a lavagem o cabelo fica macio e leve, apesar de me dar mais luta a escovar, porque se enreda. Talvez por falta de jeitinho meu, não sei… No entanto, acontece-me algo estranho após secar o cabelo, que não sei se desaparecerá com o tempo. A escova – uma Tangle Teezer preta – após pentear, fica com resíduos brancos. Não sei se será consequência da mudança em si ou resultado natural do champô, mas creio que daqui a umas semanas já conseguirei descobrir de que se trata.

Como queria dar uma opinião informada acerca destes artigos, fiz questão de os testar durante um tempo considerável até formar uma opinião. De facto, são artigos de muito boa qualidade, com um preço bastante acessível e, o melhor de tudo, feitos com amor, pelas mãos de quem sabe, minimizando o impacto ambiental e em temos de saúde. Não é bom saber que podemos contar com opções tão boas? Estou a produzir menos desperdício (menos plástico!!), a utilizar recursos sustentáveis e ecológicos, a apoiar um projeto pequeno e maravilhoso e a tratar a minha pele com os presentes que a natureza nos disponibiliza. Depois de acertarmos com os produtos dos quais gostamos e nos fazem bem, não desperdiçamos dinheiro a comprar artigos para testar que muitas vezes acabam por se encostar à prateleira e ser mais um mono na nossa existência. Quanto menos nos rodearmos de coisas supérfluas, melhor!

Custa muito mudar de hábitos, bem sei. Todo este processo está a custar-me imenso a mim, mas é um trabalho mental que quero fazer e incentivar os outros a levar a cabo, porque, na verdade, não me beneficia só a mim e nem é algo assim tão complicado. É tudo uma questão de cedências e de criação de novos hábitos que, neste caso, fazem bem ao corpo, à alma e ao meio ambiente.

Se quiserem consultar o valor e outros detalhes dos produtos, basta visitarem o site: https://www.sentesenasnaturais.pt/

Helps Teas – O melhor do Oriente e do Ocidente

Descobri a Helps Teas na Health 4 Beauty e fiquei imediatamente fã. A empresa, que há cerca de meio ano decidiu partir para a conquista do mercado português, baseia a sua filosofia na dicotomia Oriente-Ocidente apresentando, por um lado, uma gama de infusões de inspiração Ayurvédica e, por outro, outra gama que segue princípios funcionais de inspiração ocidental.

A Helps Balance – de inspiração oriental – é constituída por infusões assentes nos princípios da Ayurveda, isto é, uma vez que a saúde depende do equilíbrio entre o corpo, a mente e a alma, esta gama oferece infusões que influenciam, não só o bem-estar físico, como o equilíbrio mental. Purify, Detox, Peace, Digest, Energy e Love são os nomes destas mesclas de plantas e especiarias, com sabores únicos e um caráter bem marcado.

Já a gama Helps Funcional consiste em infusões funcionais com base em plantas medicinais de excelente qualidade. E o que significa ser uma infusão funcional? Ora, trata-se de infusões com benefícios para a saúde. Estes chás estão disponíveis em variedades que representam um ciclo diário e que beneficiam diferentes aspetos da nossa rotina, sendo eles os Live, Digest, Detox e Rest & Relax, aos quais se juntam Go Regular e Respir Breath, destinadas a ajudar com problemas de saúde mais específicos.

O design das embalagens é muito bonito, diferente e apelativo, o que se torna uma mais-valia que completa bastante bem o conceito da marca. Para além disso, ajuda a identificar as diferentes infusões entre si para facilitar o seu manuseamento.

Estes chás já se encontram à venda em algumas ervanárias e lojas da especialidade. Quem já experimentou?

Workshop da Helps Teas no evento Health 4 Beauty 2019:

ZooPlus – Compras online

Como muitas das coisas que acabamos por encontrar na internet, tudo começou com um problema: a Jade, o pequeno demónio destruidor de brinquedos, tinha mandado um novo osso para o cemitério dos entretenimentos caninos. Este já era o quarto, e eu comecei a perder a esperança (e um pouco da paciência, vá) no que respeita ao assunto. Eu sabia que os Kong Extreme provavelmente seriam o ideal, mas os artigos desta marca têm sempre um preço absurdo, e eu não estava disposta a dar outra vez mais de 10€ por um osso, para que tivesse o mesmo fim que os demais. Eu não sou propriamente uma pessoa forreta, mas torna-se difícil investir em algo que as dentuças da menina destruiriam em menos de 5 minutos. Decidi, então, pesquisar por opções online com o objetivo de adquirir um mítico Kong, mas evitando o sequestro da minha conta bancária.

Dei de caras com o site ZooPlus.pt, que rapidamente me apercebi não ser português. A empresa é alemã, de Munique. Como não tinha qualquer ideia da existência da loja, a compra foi um bocadinho “vai na fé” e logo se vê. Uma coisa que me agradou bastante, apesar de apenas conviver com uma gata e uma cadela, foi o site ter produtos para uma grande amplitude de animais. A página apresenta muitas ferramentas úteis, como o preço por kg dos artigos, uma lista detalhada dos ingredientes de cada produto , reviews, avaliações e fotos dos compradores, produtos apropriados para dietas especiais, artigos ecológicos e amigos do ambiente, entre outros.

A entrega foi muito rápida, sendo os portes grátis para compras acima de 49€ e com um peso inferior a 31kg (a minha primeira encomenda tinha 31.200kg e não cobraram valor extra). O site permite ainda criar um “My Pet Profile”, sob o qual se pode fazer uma wishlist de produtos, para os quais se recebe promoções e ofertas especiais. Existe ainda um sistema de pontos, que se acumulam a cada compra, e que podem ser trocados por prémios, que vão desde doações para animais que precisem, a artigos utilitários, brinquedos ou snacks.

Acabei por comprar imensas coisas, desde o objetivo principal – o osso Kong Extreme (por 7,99€), que ainda sobrevive – sacos de areia para gato de 14kg, uma trela anti-puxões, snacks e ossinhos para as miúdas, … Uma pessoa não se pode pôr às compras que acaba sempre por se entusiasmar, mesmo que os beneficiários sejam terceiros. Entretanto já tive a necessidade de fazer uma segunda encomenda, em que um dos artigos não foi incluido na caixa. Após ter contactado o apoio ao cliente, a ZooPlus prontamente devolveu o valor do artigo em falta. Não é bom esta transparência por parte de uma empresa? A mim dá sempre uma confiança extra e convencem-me enquanto cliente.

Se ficaram entusiasmados com esta lojinha, ao utilizar o nosso link, recebem um desconto de boas vindas de 5% (https://www.zooplus.pt/invitations/hashtagdondoca)

Isn’t It Romantic”– Uma comédia romântica sobre comédias românticas?

Estava eu aborrecida, na passada segunda-feira, quando me lembrei de ver o “Isn’t It Romantic”, um filme da Netflix que saiu em vésperas do dia dos namorados. Acho um piadão à Rebel Wilson, e, apesar de saber perfeitamente que o filme não ia ser uma obra-prima (a pontuação de 6.0 no IMDB diz-nos sempre alguma coisa), o que eu queria mesmo era algo leve. Mas logo de seguida pus-me a rever o Kill Bill, numa de equilibrar as coisas.

Não há muito a adiantar acerca da trama do filme: uma miúda rechonchuda e com baixa auto estima cresce a odiar comédias românticas, até que bate com a cabeça e a sua vida se converte… numa comédia romântica. Natalie rapidamente se apercebe que aquilo se trata de uma “lição” para que ela aprenda algo. Primeiro julga que o objetivo será fazer com que o príncipe encantado se apaixona por ela, depois apercebe-se que é ela quem se tem que apaixonar, mas falha o alvo… Apercebe-se que sempre ignorou os sinais de uma possível relação com o melhor amigo e, no final, reconhece que a única pessoa pela qual se tinha verdadeiramente que apaixonar era ela própria. E aqui reside a essência do filme, a meu ver.

Não, não é um filme maravilhoso. Não, não tem um argumento fantástico. Muito menos uma fotografia estonteante e uma banda sonora de cortar a respiração. Mas também não era nada disso que eu precisava numa segunda-feira à noite, enquanto estava enroscada numa mantinha e massacrada da sessão de fisioterapia que me tinha deixado de rastos para as 24 horas seguintes. Ainda assim, deixou-me cativada e com vontade de o ver até ao final. O humor está dirigido de forma a roçar todos os clichés possíveis das comédias românticas, o que, apesar de ser muito meta, se torna inteligente, na medida em que a autocrítica é bastante eficaz. Os lugares comuns escolhidos para explorar não podiam ser melhores, e a personagem da Rebel Wilson é do mais sagaz e relatable que pode haver, o que me deu um certo conforto. No fundo, ver este filme não se converteu numa perda de tempo.

A mensagem que o filme transmite é o seu grande ponto-chave. Não nos diz nada que não saibamos e é do mais evidente que pode haver, mas há dias em que precisamos de isso mesmo. Neste caso em concreto, de levar um abanão para que reconheçamos o nosso valor, como somos importantes e, acima de tudo, que devemos ser o nosso primeiro grande amor. Nesta constante urgência social de sermos alguém, muitas vezes acabamos por nos perder – o que é perfeitamente normal -, mas também é preciso parar para voltarmos a encontrar o foco e a reconciliar-nos connosco próprios.

Talvez a fase da vida por que estou a passar me tenha levado a interpretar esta mensagem bastante mais a peito do que seria espectável. Por questões de saúde, tenho passado a grande parte dos últimos dois meses na minha própria companhia e fico muito, muito feliz por reconhecer que já tenho maturidade para apreciar a minha própria companhia, com os meus pensamentos, com as minhas ideias e que, apesar de não estar 100% satisfeita com quem sou de momento (a insatisfação é necessária, uma vez que é a principal alavanca para a nossa evolução pessoal), sinto-me feliz por tudo aquilo que alcancei e pelo que sou.

Só para terminar em sintonia com a onda de clichés do filme: há coisas na vida que parecem que passam por nós na altura certa!

[Um aparte, a Rebel Wilson é um mulherão! Bonita, jeitosa, com piada, canta, dança … ai ai… invejas daquelas boas, é o que é!]

“After Life”– Sobre a importância de aprender a lidar com a morte

Ricky Gervais presenteia-nos uma vez mais com a sua genialidade em “After Life”, uma nova série da Netflix, escrita e realizada pelo próprio, que estreou no passado dia 8 de março.

A série conta a história de Tony, um jornalista que acabou de perder o amor da sua vida. Depois de 25 anos de vida em comum, um cancro pôs fim à vida de Lisa, e mesmo antes de morrer, para garantir a sobrevivência do cônjuge, fez-lhe um guia em vídeo para que ele aprendesse o básico para sobreviver no dia-a-dia. Entre as peripécias da série, podemos contar com as constantes idiotices irrefletidas de Tony, frequentemente travadas pela sua cadela, um cunhado preocupado e que o tenta animar, as visitas diárias ao lar de idosos onde está internado o seu pai, o psicólogo descompensado que não ajuda em nada, entre outros.

No fundo, a trama centra-se no doloroso processo de autoconhecimento, aprendizagem e reconstrução de Tony, que aparenta recusar-se a lidar com a dor da morte, uma situação que faz parte da vida! A qualquer altura da nossa existência passaremos, decerto, por perdas e a recuperação da ausência de alguém nunca é linear ou previsível. A história oferece-nos ainda diversas perspetivas sobre como lidar com a perda, bem como acerca de outras questões, abordadas de forma mais superficial, como o bullying, o consumo de drogas ou a prostituição.

Cruzei-me com o Ricky Gervais em “Extras” e “The Office”, séries que via religiosamente em miúda na Britcom, da RTP2. Quem conhece o seu trabalho sabe da sua forma muito peculiar e única de abordar questões corriqueiras, por isso não fiquem à espera de um humor evidente e fácil, para encantar as massas. Contem mais com uma abordagem sagaz, inteligente e irónica da vida, que certamente vos fará refletir acerca do vosso quotidiano.

Trata-se de uma série bastante bonita e fácil de se ver, com a qual podemos aprender umas quantas coisas. Há alturas em que a vida parece não ter rumo e nos sentimos perdidos, mas como diz o Tony, algures no último episódio, “You can’t change the world, but you can change yourself.”.

The Brush Tools – Ferramentas de maquilhagem verdadeiramente úteis

A The Brush Tools é uma empresa que produz acessórios de maquilhagem, disponibilizando uma ampla gama de produtos que facilitam bastante a vida de quem gosta deste universo. Eu não sou expert em maquilhagem, sou mais do tipo forreta, funcional e “deixa ver se não pareço que fui desenterrada ontem”, do que entendida e a saber o que realmente estou a fazer, no entanto, tenho muita curiosidade acerca do assunto e vou tentando fazer umas coisas.

Como via a minha coleção de pincéis a aumentar, e sem conveniente forma de arrumação, decidi comprar o estojo de viagem da The Brush Tools e, para aproveitar uma promoção, acabei por comprar também a luva desmaquilhante. Só mais tarde veio o color changer.

Estojo de pincéis
Aquando da decisão de qual o tamanho a comprar, acabei por optar pelo maior, não vá um dia destes perder a cabeça e comprar um arsenal em peso de pincéis para tudo e mais alguma coisa. Ainda assim, dei por mim de fita métrica na mão a medir objetos cilíndricos para compreender a capacidade real do estojo. Está disponível em duas opções: um mais pequeno, de 6cm de diâmetro e outro maior, de 7,62 cm de diâmetro. Trata-se de um objecto cilíndrico, pensado para transportar pincéis em situações de viagem, mas eu uso-o para os acomodar em casa. É translúcido e apresenta cinco níveis de altura, para ajustar de acordo com o comprimento dos pincéis. É prático e impede que os pincéis estejam expostos.


Luva desmaquilhante
A textura não é super macia, mas não magoa ao passar na pele, e eu tenho a pele bastante sensível e irritável. Habitualmente limito-me a humedecer a luva com água morna e a passar na cara, mas também pode ser utilizada com desmaquilhante ou qualquer outro produto de limpeza. É facilmente lavável com água (eu uso sempre água morna e um sabão neutro) e é muito eficaz na remoção da maquilhagem. No fundo trata-se de uma excelente alternativa, renovável e ecológica, às toalhitas ou aos discos desmaquilhantes descartáveis. O grande senão é a secagem após uso. Como o suposto é utilizá-la diariamente, ela nunca seca totalmente, e muitas vezes acabo mesmo por me esquecer que a tenho e recorro a um disco desmaquilhante para tratar do assunto. Mas este último ponto é inteiramente culpa da minha azelhice.


Color changer
Este foi o último produto desta marca que adquiri. Consiste numa latinha com uma esponja preta no interior, na qual podemos friccionar os pincéis de maquilhagem com pó para mudar a cor que precisamos utilizar no nosso look. A esponja é facilmente removível da lata e pode ser lavada as vezes que forem necessárias. Também existe uma outra opção adequada para maquilhagem em creme.

Já conheciam esta marca? Confesso que estes três artigos se tornaram uma mais-valia para mim e me facilitaram um pouco as minhas rotinas de maquilhagem… e desmaquilhagem. Para quem é mais experiente na área e necessita de acessórios mais específicos que apoiem uma prática mais cómoda da maquilhagem, certamente encontrarão a solução com a The Brush Tools.

Gaming em cor-de-rosa – Razer Huntsman – The Opto-Mechanical Switch Keyboard in Quartz Pink

A Razer decidiu alargar a sua gama de produtos de gaming no delicado tom Rosa Quartzo. Atualmente podemos encontrar neste tom rato, tapete, teclado, auscultadores, comando para PS4, … A lista é longa. A nós, coube-nos o privilégio de testar o Huntsman Opto-Mechanical Switch Keyboard. Mas antes de avançarmos para a análise, sinto-me na necessidade partilhar uma história convosco.

Corria o ano de 2010, e eu era uma inocente estudante do segundo ano da faculdade. O meu pobre portátil já há muito que dava sinais de desgaste, tendo o touchpad há muito deixado de funcionar. Portanto, para o seu desempenho elementar, eu fazia-me acompanhar sempre de um rato que havia comprado numa loja qualquer por meia dúzia de trocos. Eis quando, a meio da redação de um trabalho, acontece a catástrofe: o teclado, a par do colega, decide pôr fim à sua humilde existência. Pois é… Se tivesse um teclado extra, bem que não teria tido a necessidade de fazer parte do trabalho com… a opção de teclado no ecrã. Já no limite no pânico, acabei por comprar um computador novo na semana seguinte, não fosse mais qualquer coisa decidir abortar missão.

Voltando ao assundo. O sistema Opto-Mechanical do Hutsman funciona através da luz, o que dispensa o contacto mecânico metálico, resultando numa maior estabilidade das teclas e maior conforto na sua utilização. O teclado é barulhento. Muito barulhento. Máquina de escrever constipada barulhento. A mim não faz qualquer confusão, mas não esperem conseguir passar despercebidos ao usá-lo. Apresenta três níveis de altura para ajustar de acordo com as necessidades, no entanto, não consegui utilizar o mais alto por se tornar desconfortável para mim. Acertei muitas vezes por acidente nas teclas numéricas, que são mais altas que as restantes.

Para utilização como teclado comum, obriga a uma certa adaptação. Não é a opção mais convencional, e confesso que andei um pouco perdida com algumas das teclas porque a sinalização gráfica não coincide com a função dos caracteres. E encontrar o acento circunflexo/til aqui no meio? E o ponto de interrogação? Agora pensem no dilema que foi escrever estas últimas duas frases! Como tudo, trata-se de um processo de adaptação, isto porque a posição das teclas referidas – e outras tantas – coincide com a configuração habitual de qualquer outro teclado português, por isso, este “caçador” da Razer pode muito bem assumir funções como teclado de serviço para todas as situações.

A maior desvantagem? Talvez o preço. Apesar de ser um teclado bonito e com uma posição estética bem definida, não é a opção mais barata para o comum mortal, no entanto, não difere muito dos preços praticados habitualmente pela marca. Ainda assim, é, com toda a certeza, a solução ideal para devotos do cor-de-rosa.