Earth: One Amazing Day – Vale a pena lutar, por todos [5 dias. 5 docs.]

We can see the fragil web that connects us to all living things, and understand that the future of all life lies in our hands

A BBC já nos habituou a uma qualidade fora do normal no que concerne a documentários acerca da vida animal (Como o Planet Earth, por exemplo) e, neste caso, volta a oferecer-nos uma pequena maravilha que nos apresenta, de uma forma única, um dia de vida no planeta mais habitado (até prova em contrário!) do sistema solar. É-nos recordado que vivemos num sítio único, que articula a mágica dança entre o dia e a noite, para nos entregar, sem esperar nada em troca, aquilo que de melhor tem.

A nossa viagem, guiada pela voz de Robert Redford, inicia aos olhos de um pequeno panda, que, muito atrapalhadamente, trepa até uma árvore logo pela manhã, enquanto outros seres – mantas, pinguins, suricatas, zebras, antílopes e muitos mais – congratulam, uma vez mais, o novo dia. Rapidamente somos transportados para outras dimensões da vida nesta maravilhosa esfera azulada, percorrendo os mais diversos cenários, desde a savana africana ao norte extremo do Ártico, para que nos apercebamos da plenitude e imensidão da natureza da qual fazemos parte e que deveríamos contribuir para manter. A uma dada altura dei por mim aos gritos desenfreados para que uma iguana escapasse de uma cobra, ou a ficar fascinada com a dança sensual dos ursos norte americanos contra as árvores. O detalhe dos ruídos e da imagem são absolutamente encantadores e vai-vos transportar para uma dimensão única.

E é justamente este ponto que vos quero recordar. A Terra não precisa de nós. Mas nós, humanos, precisamos dela. Ao não protegermos o ambiente e ao contribuir para a sua cada vez mais rápida degeneração, não estamos a colocar a Terra em risco, mas as formas de vida que dela dependem, ou seja, estamos a colocar em risco a nossa vida. Estamos a descartar a possibilidade de ver, dia após dia, todo e cada detalhe fascinante que a nossa realidade nos pode oferecer. A impedir que milhões de seres possam continuar a ter uma vida feliz, nas suas rotinas, desafios, alegrias e perigos.

Não quero viver num mundo sem estes animais. Sem estas paisagens. Sem estas luzes.

Por favor. Mudemos juntos. Por ela. Por nós.

Before the flood – Será que ainda há tempo? [5 dias. 5 docs.]

Leonardo DiCaprio é uma das mais sonantes vozes mundiais em defesa do clima. Após ter sido nomeado pelo secretério geral da ONU, Ban Ki-moon, Mensageiro da Paz pelas Nações Unidas para as alterações climáticas, o ator não quis deixar nada por dizer, apesar de se mostrar pessimista em relação ao futuro do planeta.

Leo DiCaprio e Ban Ki-moon

Mesmo com todas as evidências de que estamos perante um estado crítico a nível ambiental, ainda existe quem recuse este facto e defenda que as alterações climáticas são uma fraude, um problema inexistente, criado como manobra de diversão. Esta resistência às evidências torna-se mais gritante quando assume a voz de políticos poderosos e figuras influentes capazes de arrastar consigo a inocente credulidade das massas.

O ponto de partida é a exploração de recursos fósseis. Aprendemos na escola que são limitados, sentimo-nos confusos por não se optar por alternativas renováveis, mas com o tempo começamos a compreender – não a concordar – o porquê desta dependência absurda de algo finito e altamente agressivo para o planeta. Os interesses das corporações, a política, os jogos de poder, a expeculação. Todos estes aspetos sobrepõe-se ao mais elementar de todos: a vida. E porquê? Como? O dinheiro roubou o lugar à sensatez e algemou-se à ganância para garantir que tudo e todos desaparecerão precocemente, para que meia dúzia se possa rejubilar com as notas ensopadas em petróleo que arrancaram à sociedade cega e dependente.

A China possui níveis elevadíssimos de poluição atmosférica

A industrialização desmedida da China nos últimos anos é um tópico igualmente importante sob análise neste documentário. Cerca de 9 mil fábricas atormentam a atmosfera e as águas com níveis de poluição sem precedentes. Contudo, apesar da dependência de combustíveis fósseis, é um país cujo esforço em mudar o paradigma se materializa de forma mais evidente do que noutras nações mais desenvolvidas, como é o caso claro dos Estados Unidos. De facto, enquanto nos países mais desenvolvidos a resistência à mudança é maior, nos países em desenvolvimento, se houver vontade nesse sentido, é possível começar do zero de forma a impedir que o desenvolvimento energético desses lugares dependa de fontes menos limpas de energia.

Vista aérea do Ártico

O gelo do Ártico, que até há bem pouco tempo se tratava de uma espessa e robusta camada azul, é agora uma fina crosta que rapidamente se desvanece entre as águas, que aquecem a um ritmo incontrolável. Dentro de 20 anos estará de tal forma frágil que será possível atravessar este extremo do globo de barco sem qualquer entrave por ausência de gelo marinho. Com a desfiguração desta região gelada, surgirão alterações nas correntes marítimas, mudanças de padrões meteorológicos, já para não referir as catástrofes naturais que decorrerão dessa mudança.

Fogo posto em florestas da Indonésia com o objetivo de ceder terreno para produção de óleo de palma

Os oceanos e a pressão exercida pelo ser humano no seu equilibro, a deflorestação e a produção de carne de vaca e as suas consequências práticas, são só alguns dos temas abordados ao longo deste documentário, que nos permite compreender um pouco de cada dimensão envolvida nas alterações climáticas e de que forma está a mudar o mundo em que vivemos a um ritmo incontrolável.

Contrariamente ao Leo, assumo-me como optimista. Ainda assim, reconheço que talvez não consigamos ser suficientemente rápidos para evitar o pior. É imperativo uma mudança drástica de paradigma, sobretudo a nível político e das empresas, para que os efeitos positivos se façam sentir. Cada um de nós tem o poder de mudar a sua rotina e o que se passa em seu redor, e apesar de parecer muito pouco, já é mais do que muitos estão dispostos a levar a cabo.

A Plastic Ocean – Uma séria ameaça à vida [5 dias. 5 docs.]

When in the world can you go anymore and not find plastic?

A imensidão da baleia azul, que fascinou o jornalista Craig Leeson desde pequeno, foi o ponto de partida para a gravação de um documentário em 2011, que o conduziu, entretanto, até um bicho muito maior e muito mais assustador. Por momentos esquecemo-nos qual o assunto do documentário que vamos ver e chegamos a achar que se trata de uma mera exposição da vida marítima das baleias.

As filmagens decorriam na costa do Sri Lanka, no oceano Índico. A zona costeira mais próxima não sofria intervenção humana há mais de 30 anos, portanto, esperava-se que as águas estivessem relativamente limpas. Mas não foi o caso. Cestos de supermercado, garrafas, sacos, sandálias, isqueiros, um pacote de bolachas por abrir! Uma substância esverdeada, oleosa, dominava a superfície das águas. Aquele mar estava longe de estar limpo…

Aterro de plástico em Tuvalu

Os animais marinhos, como o nome indica, vivem nos oceanos. É a sua casa! Fonte de vida, alimento, conforto, que acolhem, simultaneamente, uma quantidade absurda de plástico anualmente. Qual é o maior problema? A sua resistência. O plástico não desaparece, não se degrada. De alguma forma, todo e qualquer plástico alguma vez produzido na história do planeta ainda está ao nosso redor e a cobrir o solo, a espalhar-se pelo mar como se de uma doença imparável se tratasse.

Aterro de lixo em Manila, nas Filipinas

De entre os cenários catastróficos que Craig nos apresenta, também os microplásticos – que muita gente ainda não sabe bem o que é – são contemplados. Tratam-se, nada mais, nada menos, de qualquer fragmento plástico cuja dimensão é inferior a 5 milímetros. Estes pedacinhos encontram-se um pouco por todo lado e anexam-se no tecido dos animais através da respiração ou ingestão, acabando por ser consumidos por nós quando comemos peixe, por exemplo. No fundo, estamos apenas a consumir um problema que produzimos.

Informãção a 1.09h do início do documentário

Através da ingestão de plástico consumimos produtos químicos tóxicos e carcinogéneos, disruptores endócrinos (como ftalatos ou Bisfenol A, comummente conhecido como BPA), metais pesados, entre outros, que podem causar complicações de saúde que vão desde doenças cardiovasculares a anomalias hepáticas, desequilíbrios na tiróide e infertilidade.

Plástico a ser retirado do estomago de uma ave morta
Plástico retirado do estomago de aves

Precisamos assim tanto do plástico? É assim tão difícil para o comum mortal prescindir do plástico no seu dia-a-dia? Na verdade não. É tudo uma questão de educação e de formação. Se as pessoas souberem quais as alternativas que podem adotar para evitar o uso do plástico, é possível inverter esta dependência viciante e tóxica. Façam-se acompanhar sempre de um saco reutilizável de pano (no carro ou na mala não pesam, nem dão por eles). Reutilizem frasquinhos e procurem opções a granel para artigos como leguminosas e cereais. Façam uso das mercearias e levem os vossos próprios sacos de tecido. Ou até mesmo de plástico, se já os tiverem por casa. Substituam os vossos objetos de higiene pessoal, como champôs, gel de banho, pasta de dentes, entre outros, por opções sem plástico, como champôs em barra e sabão ou sabonete, e produzam a vossa própria pasta de dentes. Não têm tempo? Não tem mal. Há imensas lojas que já têm soluções sustentáveis a esse nível.

Este documentário apresenta-nos uma realidade assustadora sob formato de números em relação aos quais é importante tomar consciência, de forma a nos sensibilizar para a mudança. Já tinha visto excertos pela internet que me haviam incomodado imenso. É chocante verificar a quantidade de plástico engolido por um peixe ou uma ave, e arrepia-me pensar no sofrimento pelo qual os bichinhos passam, simplesmente porque precisam de se alimentar. Ainda assim, nem tudo está perdido, não é impossível alterar o panorama atual. Mas é necessário que entremos em pânico, de uma vez por todas, e nos unamos de maneira a conseguir reverter a situação de crise extrema em que nos encontramos.

Wasted Waste – Questionar o capitalismo [5 dias. 5 docs.]

Combater o capitalismo nos dias que correm parece, à primeira vista, uma realidade utópica e que não está ao alcance do comum mortal. Mas desenganem-se! O documentário Wasted Waste, ou Desperdício Desperdiçado, da autoria do português Pedro Serra, apresenta-nos vários protagonistas e várias histórias que nos mostram a realidade do desperdício mundial, como o combater, e diversos bons exemplos que contrariam esta tendência massificada em estragar.

O documentário inicia por nos dar a conhecer algumas pessoas que vivem sob a filosofia do Freeganismo, isto é, uma vida auto-suficiente, que luta contra os princípios do consumismo e do capitalismo e, sobretudo, ausente de exploração humana ou animal. Este é um estilo de vida que me era completamente alheio e me chocou positivamente pela sua simplicidade.

Freegans recolhem comida em bom estado de desperdícios de supermercados

Assuntos como o desperdício alimentar, ou o consumo de electricidade e água são pontos fulcrais abordados ao longo do documentário. Também a política tem direito de antena nesta película, bem como projetos que visam diminuir o desperdício alimentar em Portugal. Bons exemplos dessas iniciativas são o projeto Fruta Feia, a ReFood ou o supermercado Goodafter.

O estilo de vida zero waste também é um dos assuntos abordados, através do exemplo de Lauren Singer, do Trash is for Tossers.

Freegans distribuem comida pelas ruas de Lisboa gratuitamente

 

Se analisarmos o nosso dia-a-dia de forma consciente, reconhecemos facilmente que é comum comprarmos roupa que não precisamos, nos entusiasmamos no supermercado e acabamos por comprar artigos supérfluos, cedemos às estratégias de marketing das empresas, que nos incitam a um consumo desregrado e inconsciente, entre outros. Eu própria sinto que caio, muitas vezes, nas malhas do capitalismo que domina as massas e que, tristemente, acaba por ditar uma boa parte das normas de conduta pelas quais nos regemos.

Sempre tentei ser consciente em relação ao que consumo, e creio que essa mesma consciência tem vindo a aumentar com o passar do tempo, fruto da minha necessidade de ir ao encontro uma vida mais equilibrada e mais significativa. No fundo, o problema não reside nas marcas, nas empresas e nas suas ofertas, mas sim no consumidor. Somos nós, consumidores, quem determina os produtos em relação aos quais existe procura. Somos nós, consumidores, a chave para a mudança dos mercados. Somos nós, consumidores, quem compra. E se nós deixarmos de comprar aquilo que nos colocam estrategicamente diante da vista, a realidade mudará em conformidade.

Este documentário serviu para me alertar para aspetos que são mais do que evidentes, mas que fazem falta recordar, de forma a nos tornarmos mais alertas em relação ao nosso comportamento e ao modo como isso afeta, não só a nossa vida, mas tudo e todos.

Period. End of Sentence – A esmagar o estigma em 25 minutos [5 dias. 5 docs.]

“A period should end a sentence, not a girl’s education”. – The Pad Project

Basta investirem menos de meia hora para ficarem a conhecer um pouco daquilo que vai na mente de uma vila a 80km de Nova Deli. Este curto documentário da Netflix, vencedor de um Oscar, mostra a realidade de uma pequena comunidade rural na Índia em relação à menstruação, algo natural e necessário à espécie, mas que continua envolto em estigma em muitos meios.

Neste documentário, um grupo de jovens expõe os seus desafios do dia-a-dia por serem menstruadas. Sentem-se forçadas a abandonar a escola, são consideradas indignas por expulsarem “sangue mau” e é-lhes proibido participar em rituais religiosos porque os homens lhes afirmam que não serão ouvidas por serem sujas. Debatem-se sobre questões de igualdade, tentam colocar em prática estratégias para escapar aos casamentos forçados e aplicam a seu favor a mais poderosa das armas ao seu dispor: o espírito crítico.

Sneha quer ser polícia para ser respeitada, independente e fugir ao casamento

Mas esta curta não nos mostra apenas o mau. Também nos revela bons exemplos que estão a ser postos em prática, como é o caso de Arunachalam Muruganantham, um homem que luta pela normalização da menstruação e que inventou uma máquina que produz absorventes de baixo custo. A prática comum para controlar o sangue menstrual passa por usar qualquer tecido que se encontre e deitá-lo ao lixo a céu aberto, às escondidas e durante a noite, para que não se descubra a quem pertence. A realidade indiana traduzida em números revela-nos que menos de 10% das mulheres tem acesso a uma higiene menstrual digna, e a missão deste senhor passa pela massificação do uso de pensos absorventes, acessíveis a todas.

Arunachalam Muruganantham, o inventor da máquina de absorventes de baixo custo

É obrigatório desmistificar este tipo de assuntos perante todos, mas ainda mais importante é fazê-lo junto dos mais novos, de forma a conseguirmos, de uma vez por todas, retirar o peso negativo de algo que nos é tão natural quanto ter sede e fome. Tão natural quanto respirar! A abertura é ponto essencial para se falar do assunto. Meninas, deixem de esconder pensos e tampões dos colegas de escola e de trabalho, falem abertamente de copos menstruais. Afinal de contas, é condição necessária à vida de exige ser normalizado, como qualquer outra prática natural.

Esta curta materializa-se num documentário inspirador sobre respeito, independência e liberdade da mulher, que nos transporta a mente para uma realidade que poderá não estar assim tão distante da nossa.

E como nos diz uma das protagonistas, “O mundo não pode avançar sem mulheres. Somos as criadoras do universo.”

O Rapaz da Quinta – Agricultura biológica e transparente

Foi numa quente e encoberta tarde de sábado que o Tiago – O Rapaz da Quinta – nos abriu as portas do seu espaço de cultivo, em Leça do Balio. Este Open Day, que contou também com a presença da mágica Catarina do projeto Encher o Bandulho, teve como objetivo explicar alguns dos fundamentos do princípio da agricultura biológica, bem como dar a conhecer o espaço e o modo como é gerido.

A simplicidade e bom humor do Tiago são entusiasmantes e captam a atenção de qualquer um num estalar de dedos. Já a Catarina, presenteou-nos com um showcooking de duas receitas práticas e simples: muffins de maça (sem açúcar) e bola de pimentos e azeitonas. Para além da demonstração, podemos ainda degustar outras quantas maravilhas, como húmus e bolachas de aveia e banana.

No final, viemos para casa com um cabaz maravilhoso de artigos saídos destas terras e destas mãos, que tanto fazem pelo planeta.

Ecoegg – Lavar a roupa de forma consciente

Após ter levado a cabo uma (ainda muuuito incompleta) intervenção ecológica nos meus artigos de banho e cuidado da pele, decidi investigar acerca de alternativas a nível de detergentes e demais limpezas da casa. Um dos pontos que me pareceu mais desafiante foi justamente o da lavagem da roupa, em relação ao qual rapidamente encontrei uma solução que me pareceu bastante acertada.

O Ecoegg é um sistema de lavagem de roupa produzido no Reino Unido que utiliza minerais no lugar de detergente. É gentil com a pele, bastante simples e intuitivo de se usar e existe em três versões, sendo que duas delas possuem fragrância. Dispensam qualquer outro aditivo no processo de lavagem e estão disponíveis em duas opções no que respeita a durabilidade: para 210 e para 720 lavagens. Calculando-se uma média de 4/5 máquinas de roupa por semana, durarão cerca de um ou três anos respetivamente. O melhor de tudo é que não compromete o ambiente.

Comprei o meu ovinho da Ecological kids e optei pela versão Ecoegg Fresh Linen , um suave aroma a flores, ou o típico cheirinho de roupa acabada de lavar, para 720 lavagens. O Ecoegg também pode ser usado para lavar roupa à mão.

Como usar? Muito simples!
Passo 1: Abrir o ovo;
Passo 2: Encher a parte mais longa com um saquinho de minerais pretos e três saquinhos de minerais brancos;
Passo 3: Fechar o ovo e lavar!

O Ecoegg coloca-se no tambor da máquina e deverá secar sempre entre lavagens. Ao fim de cerca de 70 lavagens – ou quando o nível dos minerais ficarem abaixo da linha do meio existente na parte mais longa do ovo – é necessário acrescentar mais minerais brancos. O custo por lavagem da embalagem mais pequena ronda os 0,085€, isto é, quase nove cêntimos, e da embalagem maior encontra-se por volta dos 0,05€. As recargas custam ligeiramente abaixo desta última.

Quanto ao resultado da roupa após a tirar da máquina, bem, está lavada, como seria de esperar! Mal se tira da máquina não se sente a fragrância, mas cá em casa, como a roupa fica a secar na marquise, sentimos um aroma subtil sempre que abrimos a porta. Não testamos lavar roupa com nódoas muito entranhadas, mas quanto a este ponto, como ocorre com qualquer outro detergente de roupa, estas teriam de ser tratadas previamente de forma a conseguirmos uma lavagem eficaz.

Ainda sobre o processo de lavagem de roupa, gostaria de adicionar à minha rotina uma Cora Ball, um sistema que capta os micro-plásticos libertados pelas fibras sintéticas. O meu drama com essa aquisição seria que destino dar às partículas captadas… Mas isso são outras histórias com as quais não se justifica ocupar a minha cabeça por agora.

Para finalizar, o único ponto negativo é o facto de o ovinho ser feito de plástico, bem como os saquinhos de acomodação das bolinhas minerais. No entanto, creio que neste caso os benefícios – para a pele, para o ambiente em geral, para a água e a conservação da vida marinha, e para a carteira – compensam. Afinal de contas, substituímos as caixas ou garrafas de detergente e amaciador, bem como os respetivos doseadores, por um ovo que compramos uma vez na vida e pequenas embalagens que podemos reciclar (sim, eu sei, apenas cerca de 12% do plástico produzido é reciclado, não sou ingénua nesse aspeto e estou mesmo a tentar fazer o meu melhor, consciente de todos os percalços que surgem pelo caminho).

Se entretanto surgir alguma dúvida que vos deixe reticentes em relação à compra de um Ecoegg, estejam à vontade para a colocar através de qualquer um dos meios disponíveis. Se o meu testemunho vos conseguir convencer a fazer esta troca, já considero o meu investimento como pago!